sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Campanha para prevenir infecções sexualmente transmissíveis acontece em Petrópolis Foto: Divulgação

Risco de contaminação por ISTs chama atenção durante esse período

O Carnaval é uma das épocas mais animadas do ano no Brasil, com diversas festas nas grandes cidades e interiores. Mas o período exige atenção com a saúde, especialmente para prevenção de doenças infecciosas. Durante a folia, o aumento do contato físico e a exposição a situações de risco podem facilitar a transmissão de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como sífilis, HIV e até hepatites virais.

Para curtir a festa com segurança, é fundamental conhecer e utilizar os métodos preventivos.

“O preservativo mais usual é a camisinha, que pode ser adquirida de graça em Unidades Básicas de Saúde. Além de ser acessível, é eficaz na prevenção de ISTs e gravidez indesejada. O uso correto e consistente do preservativo é a forma mais simples e segura de se proteger durante o Carnaval e em qualquer momento da vida”, explica o diretor do IDOMED de Ji-Paraná, Alexandre Zandonadi.

Teve exposição, e agora?

As pessoas que praticarem relações sexuais desprotegidas com várias pessoas têm maior chance de contaminação doenças infecciosas, incluindo o HIV, vírus da Aids.

Atualmente, com o avanço das pesquisas científicas em saúde e os novos meios de prevenção, a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) e a PEP (Profilaxia Pós-Exposição) entram como aliados no cuidado à saúde.

A PrEP é uma estratégia de prevenção ao HIV que consiste no uso diário ou sob demanda de um medicamento antirretroviral por pessoas que não estão infectadas pelo vírus, mas que possuem maiores riscos de exposição. Já a PEP é geralmente utilizada em situações em que há um alto risco de infecção pelo HIV após uma exposição perigosa, como em casos de exposição ocupacional, como, por exemplo, profissionais de saúde que sofreram acidentes com agulhas contaminadas ou exposição não ocupacional, como em casos de sexo desprotegido com um parceiro soropositivo.

“A PrEP  é uma profilaxia pré-exposição ao HIV, gratuita e disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), procure pelo local de dispensação do medicamento em sua cidade, seguindo todas as orientações médicas antes e após o uso da PrEP”, explica o especialista.

No caso da PEP, o uso deve ser iniciado o mais rápido possível após a exposição de risco, preferencialmente nas primeiras 72 horas. “A PEP é um recurso emergencial e não deve ser encarada como um método de prevenção rotineiro. O tratamento dura 28 dias e é essencial seguir todas as orientações médicas para garantir sua eficácia”, complementa Alexandre.

0 comentários:

Postar um comentário